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Cinema em Salvador
Desde: 16/06/2005      Publicadas: 8      Atualização: 16/06/2005

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 Cinema Ontem e Hoje

  16/06/2005
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Última sala do centro fecha por falta de público

Antigos cinemas lutam contra "Evangelização"

Sem público suficiente para manter o bom funcionamento das tradicionais salas de cinema do centro de Salvador, da metade dos anos 90 até hoje, um fenômeno se impôs. A evangelização dos cine teatros baianos venceu o resistente Cine Tamoio, o último cine teatro em funcionamento da região. Depois de 75 anos como casa de exibição de filmes, o ex-Cine Glória, vai virar igreja evangélica.

Não se sabe se por falta de investimento em infra-estrutura no centro ou pela maior comodidade e tecnologia oferecidas pelos cinemas nos shopping centers, mas a verdade é que o público sumiu das tradicionais salas de exibição do centro da cidade.

Segundo Aquiles Mônaco da Orient Filmes, "o Tamoio sempre foi economicamente inviável", que não revela o nome da igreja evangélica. Mônaco comandava o cinema desde 1990, à frente da Orient Filmes. "Durante 15 anos tentamos resistir, mas chegou o limite".

Apesar do preço único de R$ 2,50, a bilheteria da sala de 500 lugares era fraca e não cobria sequer os custos operacionais. Os filmes exibidos eram os mesmos do sistema Multiplex, também comandado pela Orient Filmes. De todo modo, produções de grande apelo comercial, como Titanic, Xuxa e os Duendes e as seqüências de ação de Jean-Claude Van Damme, não deixaram de fazer sucesso.

Vários fatores contribuíram para que o Tamoio se rendesse à sina de virar igreja. A começar pelas próprias condições do local. O cheiro de mofo, o ar condicionado com freqüentes quebras e a higiene do banheiro espantavam os espectadores que preferem o conforto dos cinemas de shoppings.

A falta de segurança e local para estacionamento na área, foi também um dos motivos da queda gradual dos cinemas do centro nos últimos 30 anos. A concorrência com os cinemas de shoppings centers, o crescimento populacional e urbano da capital e a própria mudança de costumes contribuíram para o fim da época áurea em que o cinéfilo podia escolher entre as muitas opções do centro, como o Cine Teatro Jandaia, o Cine Bahia ou o Cine Guarani.

As coisas mudaram. Os cinemas saíram do centro para se concentrar nos shoppings, com exceções como a Saladearte, no Clube Baiano de Tênis (Graça), o Cinema do Museu (Corredor da Vitória) e o Cine XIV (Pelourinho).

Hoje, Salvador tem 29 salas de projeção espalhadas em seis grandes centros de compras. E outros ainda virão. Até o final do ano que vem, a Orient Filmes pretende abrir outras seis salas de exibição no shopping Center Lapa. "Serão os seis cinemas mais modernos da capital baiana, com tecnologia de ponta", garante Mônaco, repetindo o discurso que fez em 1991, quando reinaugurou o Tamoio após a reforma do prédio.
  Autor:   Pedro Fernandes e Ricardo Sangiovanni


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